Muitos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão deixando de recuperar uma quantia importante: até o início de 2026, quase 900 mil beneficiários seguem sem resgatar valores retirados, sem autorização, de seus benefícios.
Esses descontos indevidos do INSS aconteceram entre 2020 e 2025 e já somam mais de R$ 2,8 bilhões devolvidos para 4,2 milhões de brasileiros, segundo dados oficiais.
Mas um grande número ainda não buscou seu direito. Descobrir como garantir essa devolução pode representar uma diferença considerável no orçamento das famílias.
Entenda o que são os descontos indevidos do INSS
Os descontos indevidos do INSS surgiram após fraudes, confirmadas pela Operação Sem Desconto, investigação conjunta da Polícia Federal e CGU. Foram identificados débitos feitos por associações usando acordos técnicos com o INSS, mas sem autorização real dos beneficiários.
O dinheiro dessas cobranças, muitas vezes relativas a mensalidades e serviços nunca solicitados, era retirado direto da renda dos segurados mensalmente, afetando principalmente quem já depende de valores apertados para sobreviver.
Quem pode receber a devolução?
Tem direito quem recebeu descontos sem autorização, entre 2020 e 2025, mesmo que já tenha contestado. É preciso ser aposentado ou pensionista do INSS, identificado na lista de valores descontados pelas associações investigadas.
O procedimento é gratuito e pode ser realizado sem necessidade de advogado. Os valores são corrigidos pelo índice oficial de inflação (IPCA), garantindo restituição adequada.
Documentos necessários
- CPF do titular
- Senha do Meu INSS (criação simples pelo aplicativo ou site Gov.br)
- Sem necessidade de documentos presenciais na maior parte dos casos
Passo a passo para contestar descontos indevidos do INSS
- Acesse o Meu INSS: Entre no site ou no aplicativo usando seu CPF e senha do Gov.br.
- Localize descontos: No menu, procure o serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”.
- Conteste se necessário: Caso algum desconto não tenha sido autorizado, indique “Não autorizei” e envie a contestação.
- Aguarde resposta: A entidade terá até 15 dias úteis para responder e provar que você autorizou o débito.
Também é possível contestar por meio da Central 135 (telefone) e nas agências dos Correios. Essas opções facilitam especialmente para pessoas que possuem maior dificuldade no uso de aplicativos.
Como aceitar o acordo de devolução
Após a contestação e caso a entidade não comprove autorização, o beneficiário recebe a opção de aceitar o acordo de devolução. Isso ocorre diretamente no Meu INSS ou nas agências dos Correios.
Basta seguir até a aba “Consultar Pedidos”, clicar em “Cumprir Exigência”, ler o comentário final e aceitar a devolução marcando “Sim”. O dinheiro vai direto para a mesma conta do benefício.
Prazos que não podem ser ignorados
O prazo para contestar descontos termina em 14 de fevereiro de 2026. Após esta data, a aceitação do acordo seguirá disponível para quem já contestou. O procedimento é simples, direto e não exige pagamento de taxas ou envio de documentos complexos.
Atenção para golpes envolvendo devolução do INSS
O INSS não faz ligações nem pede depósitos para liberar valores. Qualquer comunicação deve ser feita por canais oficiais (Meu INSS, Central 135 ou Correios). Caso tenha dúvidas, procure uma agência ou acesse o site oficial do INSS para assegurar informações seguras.
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