A maioria dos servidores públicos do Poder Executivo Federal terá um novo aumento nos contracheques a partir de abril de 2026. O reajuste corresponde à segunda parcela dos acordos firmados em 2024 entre o governo e entidades sindicais. A primeira parcela, de 9%, já havia sido aplicada em janeiro de 2025. Com isso, cerca de 345 mil servidores — entre ativos — serão beneficiados.
Confira abaixo quem recebe, de quanto será o aumento, quais carreiras estão contempladas, o que muda nos benefícios e como o reajuste chegou até aqui.
Como chegamos a esse reajuste?
O aumento faz parte de um processo de recomposição salarial que começou em 2023, após anos sem correção. Naquele ano, o funcionalismo federal obteve um reajuste emergencial de 9%, aplicado a ativos, aposentados e pensionistas.
Em 2024, novas negociações com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) resultaram em acordos que previram mais duas parcelas: 9% em janeiro de 2025 e 5% em abril de 2026. Segundo estimativas das entidades sindicais, o conjunto dos reajustes entre 2023 e 2026 deve representar um ganho real de cerca de 5% acima da inflação do período.
Quais carreiras são contempladas?
O reajuste de abril atinge o maior grupo de servidores do Executivo Federal, vinculados a diferentes planos e carreiras.
- Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE): o maior grupo, com carreiras administrativas espalhadas por diversos órgãos federais.
- Plano Especial de Cargos (PEC) e Planos Correlatos: inclui servidores de autarquias, fundações e órgãos vinculados;
- Plano de Seguridade Social dos Servidores (PST): servidores vinculados às áreas de saúde, previdência e assistência social, com atuação em órgãos e instituições federais.
- Magistério Superior e Educação Básica, Técnica e Tecnológica (EBTT): docentes da rede federal recebem reajuste de 3,5%, conforme acordo de greve de 2024.
Quanto é o reajuste e quando começa?
O aumento de 5% passa a valer a partir de 1º de abril de 2026. O percentual incide sobre a remuneração total dos servidores, incluindo gratificações, e se aplica igualmente a todos os níveis — auxiliar, intermediário e superior — sem distinção de carreira ou grau.
E as carreiras com acordos específicos?
Algumas categorias negociaram percentuais diferenciados com o governo. É o caso de servidores da Receita Federal, Banco Central, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal, que tiveram acordos próprios com valores e cronogramas distintos. Os percentuais exatos variam conforme a carreira, classe e padrão do servidor, por isso a recomendação é consultar a tabela remuneratória atualizada de cada categoria.

O que mais muda além do salário?
O auxílio-alimentação, que era de R$ 458 em 2023, passou por reajustes sucessivos ao longo das negociações e chegou a R$ 1.175. Para abril de 2026, está prevista uma nova atualização com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), conforme acordos firmados entre o governo federal e as entidades representativas dos servidores. A correção, no entanto, depende da variação do índice inflacionário e da regulamentação no período.
O auxílio-creche passou de R$ 321 para R$ 484,90 em 2024, com reposição prevista também pelo índice inflacionário. Já a saúde suplementar teve o valor ajustado de R$ 144 para R$ 215 em 2024, com nova correção programada para este ano.
Resumo do histórico de reajustes
| Ano | Reajuste | Observação |
| 2023 | 9% | Reajuste linear emergencial |
| Janeiro/2025 | 9% | 1ª parcela do acordo de 2024 |
| Abril/2026 | 5% | 2ª parcela do acordo de 2024 |
Aposentados e pensionistas também recebem?
Sim. O reajuste de 5% se estende a aposentados e pensionistas vinculados às carreiras contempladas. Os percentuais acordados têm reflexo direto sobre os proventos, garantindo que quem já se desligou do serviço ativo também tenha a remuneração corrigida. A medida vale tanto para servidores aposentados pelo regime próprio quanto para pensionistas que recebem pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em decorrência do vínculo federal.
O que os sindicatos ainda reivindicam?
Apesar do avanço, as entidades sindicais apontam que os reajustes ainda não compensam integralmente as perdas acumuladas durante os anos sem correção salarial.
Entre as pautas que seguem em negociação estão a discussão sobre o reajuste de 2027, a equiparação de benefícios com os demais Poderes, a criação do auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas e a abertura de mesas específicas de negociação para categorias que se sentem sub-representadas nos acordos anteriores. A recomposição salarial foi estruturada em parcelas para permitir impacto orçamentário gradual, e os recursos estão assegurados na Lei Orçamentária Anual de 2026.
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