Mais de 120 mil famílias que não conseguiam se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida podem passar a ter acesso ao programa após decisão do Conselho Curador do FGTS, aprovada na terça-feira (24). Os limites de renda foram ampliados em todas as faixas, o valor máximo dos imóveis financiados subiu e os juros caíram para parte dos beneficiários.
Continue lendo e veja o que mudou em cada faixa, quais são os novos valores, quem pode ser beneficiado e quando as regras entram em vigor.
Por que as faixas foram atualizadas?
A correção foi motivada pelo reajuste do salário mínimo. Em 2024, famílias com renda de até dois salários mínimos se encaixavam na faixa quase totalmente subsidiada. Com o aumento do piso, parte desse público ultrapassou o limite e perdeu o acesso ao programa.
O reajuste das faixas busca reincorporar essas famílias e abrir espaço para novos beneficiários. A Faixa 4, voltada à classe média, foi criada em abril de 2025 para atender quem ganhava entre R$ 8.600,01 e R$ 12 mil — um público que ficava em uma espécie de limbo: renda alta demais para os subsídios das faixas inferiores, mas insuficiente para arcar com os juros do mercado convencional. Com a ampliação para R$ 13 mil, mais trabalhadores de renda média passam a ser contemplados.
Quais faixas de renda foram reajustadas?
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a ampliação dos tetos de renda mensal em todas as quatro faixas do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor.
Na prática, famílias que tinham renda ligeiramente acima do teto e ficavam de fora agora passam a ter acesso ao financiamento com condições facilitadas.
Juros caíram para a Faixa 1?
Sim. Na Faixa 1, foi criada uma nova taxa de juros de 4,50% ao ano para famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200 — abaixo dos 4,75% praticados anteriormente. Embora a diferença pareça pequena, ao longo de um financiamento que pode durar décadas, o impacto no valor total pago pelo mutuário é significativo.
Segundo o governo, cerca de 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas com essa redução. O ajuste é relevante porque 74,5% do déficit habitacional brasileiro está concentrado em famílias que ganham até dois salários mínimos — o público que mais depende de taxas reduzidas para viabilizar a compra do primeiro imóvel.
Qual é o novo valor máximo dos imóveis?
Os limites de financiamento foram ampliados nas faixas superiores. Veja:
| Faixa | Teto anterior | Novo teto |
| Faixa 3 | R$ 350 mil | R$ 400 mil (+14%) |
| Faixa 4 | R$ 500 mil | R$ 600 mil (+20%) |
O reajuste acompanha a alta dos preços no mercado imobiliário. Em diversas capitais e regiões metropolitanas, encontrar imóveis novos dentro dos tetos anteriores havia se tornado um desafio crescente, sobretudo na Faixa 4. Com os novos valores, o programa se adapta à realidade atual e amplia as opções para quem busca financiamento.
Quantas famílias serão beneficiadas?
Os números divulgados pelo governo projetam o seguinte alcance:
- 87,5 mil famílias com acesso a juros menores na Faixa 1;
- 31,3 mil novas famílias incluídas na Faixa 3;
- 8,2 mil famílias incorporadas à Faixa 4.
No total, mais de 120 mil núcleos familiares passam a ter acesso ao programa ou a condições mais favoráveis de financiamento.
Quando as novas regras entram em vigor?
As novas regras dependem da publicação no Diário Oficial da União para serem aplicadas oficialmente. Somente após essa publicação é que os novos limites de renda, valores de imóveis e taxas de juros poderão ser utilizados nos contratos de financiamento.

Como contratar o financiamento pelo MCMV?
Para quem deseja se beneficiar das novas condições, a contratação pode ser feita diretamente com a Caixa Econômica Federal ou por meio de construtoras parceiras do programa. Os principais requisitos para participar incluem:
- Ter renda familiar dentro dos limites da faixa desejada;
- Não possuir outro imóvel residencial em seu nome;
- Não ter recebido benefício habitacional federal anteriormente;
- Apresentar documentos como RG, CPF, comprovante de renda e comprovante de residência;
- Adquirir imóvel de uso residencial no município ou região onde trabalha.
Para a Faixa 1, famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) devem procurar a prefeitura do município para verificar a disponibilidade de unidades. Nas demais faixas, o financiamento é contratado diretamente nas agências da Caixa ou com construtoras credenciadas.
Continue acompanhando o Blog Bizu e fique por dentro de todas as mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida.
Assista ao vídeo abaixo e confira todos os detalhes sobre a nova fase do Minha Casa, Minha Vida:











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