O Brasil passou a ter três novas universidades federais. Na quinta-feira (24), foram sancionadas as Leis nº 15.520/2026 e nº 15.521/2026, que oficializam a criação da Universidade Federal de Ciência e Inovação de Minas Gerais (UFCI/MG), da Universidade Federal de Ciência e Inovação do Rio de Janeiro (UFCI/RJ) e da Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN).
Com as medidas, a rede pública de ensino superior do país ganha novas instituições em regiões distintas.
Como surgem as novas instituições
A UFCI/MG e a UFCI/RJ nascem da transformação de duas instituições já conhecidas: o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet/MG) e o Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet/RJ).
Ambos já ofereciam cursos de graduação, mestrado e doutorado, e a mudança de natureza jurídica reconhece essa trajetória acadêmica, conforme estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Com o novo formato, as duas universidades passam a contar com autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira. Isso significa maior liberdade para organizar cursos, conduzir a própria administração e gerir seus recursos. As instituições, no entanto, continuarão oferecendo educação profissional técnica de nível médio, modalidade que faz parte da história dos antigos Cefets.
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ENTRAR NOS GRUPOS →A terceira instituição, a UFFN, tem origem diferente. Com sede em Oiapoque, no Amapá, ela surge do desmembramento do campus local da Universidade Federal do Amapá (Unifap). A lei define que a nova universidade deve oferecer cursos de graduação e pós-graduação, desenvolver atividades de pesquisa e extensão e promover a inovação e o desenvolvimento regional.
A criação de uma universidade em Oiapoque reforça a presença do ensino superior público em uma área de fronteira, distante dos grandes centros urbanos.
Novos campi e Universidades Transformadoras
A criação das três universidades se soma a outras ações de expansão da rede federal. Desde 2023, foram criados 18 novos campi universitários, o que descentralizou a oferta de educação superior e a levou para além das grandes cidades.
Outra frente é o programa Universidades Transformadoras. A segunda fase da iniciativa prevê a criação de 630 novos cursos e de 30.684 vagas de graduação.
As propostas abrangem eixos como inovação e inclusão, além de áreas estratégicas, entre elas inteligência artificial, ciência de dados e licenciatura bilíngue. Esses cursos serão ofertados em universidades e institutos parceiros, incluindo os novos campi.
Quem será beneficiado com as 3 novas universidades

Os principais beneficiados são os estudantes que desejam ingressar no ensino superior público. Com as novas universidades e os cursos criados nos novos campi, surgem mais opções de instituições, áreas de formação e localidades para quem pretende cursar uma graduação.
O acesso pode ocorrer pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou por editais próprios de cada instituição. O Sisu é o programa do Ministério da Educação (MEC) que reúne vagas de universidades federais e institutos parceiros em um único sistema.
Nele, a classificação dos candidatos é feita com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de acordo com as opções de curso e as modalidades de concorrência escolhidas por cada participante.
Os processos seletivos do Sisu acontecem periodicamente. Por isso, quem tem interesse em uma das novas instituições ou em um dos cursos criados deve acompanhar os editais e os calendários divulgados pelo MEC e pelas próprias universidades, além de manter o Enem no planejamento.
Para saber mais detalhes sobre o Enem, assista ao vídeo abaixo:
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