Trabalhadores que perderam o emprego podem ter direito a parcelas adicionais do seguro-desemprego após uma nova decisão do Governo. Os pagamentos que podem alcançar até R$ 2.518,65 por parcela, valor correspondente ao teto atual do benefício.
A possibilidade de receber valores extras surge em meio a ações adotadas para enfrentar os impactos econômicos provocados por eventos climáticos em determinadas regiões do país. A autorização permite ampliar temporariamente o período de proteção financeira oferecido pelo programa.
Confira a seguir quem pode receber as parcelas adicionais, quais trabalhadores podem ser contemplados e como funciona o cálculo do seguro-desemprego.
Parcela extra foi autorizada em situação específica
A autorização para ampliar o pagamento do seguro-desemprego foi tomada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), órgão responsável por decisões relacionadas ao programa.
A medida permite a liberação de duas parcelas adicionais do benefício para trabalhadores de três municípios de Minas Gerais:
- Juiz de Fora
- Ubá
- Matias Barbosa
Essas cidades enfrentaram fortes chuvas que provocaram danos à infraestrutura, prejuízos econômicos e dificuldades para parte da população. Diante desse cenário, foi reconhecida uma situação de emergência que abriu caminho para medidas de apoio temporário.
Com isso, trabalhadores dessas localidades que já teriam direito ao seguro-desemprego poderão receber um período maior de assistência financeira enquanto buscam recolocação no mercado de trabalho.
A estimativa é que aproximadamente 13,5 mil trabalhadores possam ser contemplados pela decisão.
Quem pode receber as parcelas adicionais
O pagamento extra não é automático para todos os trabalhadores. Para ter acesso às parcelas adicionais, é necessário cumprir alguns critérios definidos na resolução.
Entre os requisitos estão:
- Ter sido demitido sem justa causa
- Ter trabalhado em um dos municípios incluídos na medida
- Estar dentro do período considerado pela decisão
- Ter direito ao seguro-desemprego conforme as regras tradicionais do programa
Quando todas essas condições são atendidas, o sistema do seguro-desemprego pode incluir as parcelas extras no cálculo do benefício.
O objetivo é garantir um período maior de proteção financeira para trabalhadores que enfrentaram um cenário econômico mais difícil após os eventos climáticos que afetaram a região.
Como funciona o valor do seguro-desemprego
O valor pago pelo seguro-desemprego não é fixo para todos os trabalhadores.
O cálculo leva em consideração a média dos salários recebidos antes da demissão. Para definir o valor da parcela, o sistema analisa as três últimas remunerações registradas no vínculo de trabalho.
Atualmente, o benefício segue três faixas de cálculo:
- Trabalhadores com média salarial de até R$ 2.222,17 recebem cerca de 80% da média salarial, respeitando o valor mínimo equivalente ao salário mínimo.
- Quem tinha renda entre R$ 2.222,18 e R$ 3.703,99 recebe um valor calculado com base na diferença que ultrapassa a primeira faixa, somado a uma parcela fixa.
- Para salários acima de R$ 3.703,99, o benefício é limitado ao teto do programa.
Hoje, o valor máximo do seguro-desemprego é de R$ 2.518,65 por parcela.
Mesmo que o cálculo baseado no salário resulte em um valor maior, o pagamento não pode ultrapassar esse limite.
Quantas parcelas o trabalhador pode receber
Em condições normais, o seguro-desemprego é pago entre três e cinco parcelas, dependendo do histórico de trabalho do beneficiário.
O número de parcelas do seguro-desemprego depende do tempo trabalhado antes da demissão e de quantas vezes o benefício já foi solicitado.
Quem pede pela primeira vez precisa comprovar um período maior de trabalho, enquanto solicitações posteriores exigem tempo mínimo menor de vínculo empregatício.
Quem tem direito ao seguro-desemprego
O seguro-desemprego é destinado a trabalhadores formais que perderam o emprego sem justa causa. Para receber o benefício, é necessário cumprir algumas exigências básicas:
- Estar desempregado no momento da solicitação
- Não possuir renda suficiente para o próprio sustento e da família
- Não receber outro benefício previdenciário, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente
- Ter cumprido o tempo mínimo de trabalho exigido antes da demissão
Além disso, o trabalhador não pode possuir outro vínculo formal de emprego enquanto estiver recebendo as parcelas.
Como solicitar o seguro-desemprego
O pedido do seguro-desemprego pode ser feito de forma simples, tanto pela internet quanto presencialmente.
As principais formas de solicitar são:
- Pelo portal Emprega Brasil
- Pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital
- Em unidades presenciais autorizadas de atendimento ao trabalhador
Existe um prazo para realizar o pedido. Para trabalhadores formais, a solicitação pode ser feita entre o 7º e o 120º dia após a demissão.
Depois que o pedido é enviado, o sistema analisa os dados do trabalhador e define automaticamente o valor do benefício e a quantidade de parcelas.
Caso o trabalhador esteja entre os casos contemplados pela medida especial, as parcelas adicionais podem ser incluídas durante esse processo.
Dicas para organização financeira durante o recebimento do seguro-desemprego
Com o valor das parcelas extras em 2026, o planejamento financeiro é primordial. Algumas dicas são:
- Priorizar o pagamento de despesas essenciais (moradia, alimentação, saúde);
- Evitar contrair novas dívidas;
- Aproveitar cursos gratuitos ou inscrições em vagas de emprego oferecidas por programas públicos;
- Manter reservas para emergências futuras.
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